terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

N O S S O S P A I S .

Nossos pais descobrem que um ser está para nascer e trazer às suas vidas um brilho de luz.
A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.
Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distancia de quem sempre nos amará, esquecendo da familia. Esquecemos de dizer o quanto amamos.
Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos. Em nosso peito apenas a dor de punhal que a cada "pêsames" parece pesar.
Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.
E a resposta para essa dor ? O tempo e uma certeza: quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não tem mais sentido; quando nos sentimos sóis e abandonados, surge uma palavra u um gesto e descobrimos que nunca estaremos só.
E a culpa ? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém.
Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros. Nosso sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza: Não importa onde estajam, estarão sempre conosco.

-  Saudades eternas, Antonia Loureiro.

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